terça-feira, 18 de agosto de 2009

Uma vez pensei em escrever um livro. Ele começava assim:

Elise acordou, como todos os dias, ouvindo os pássaros em sua fazenda, sabia que tinha que se levantar e ajudar seu pai, que logo viria chamá-la. Ela saiu da cama, trocou de roupa, tomou seu café e foi em busca do pai que já devia estar no estábulo, ordenhando as vacas.

Elise era uma jovem de 15 anos que durante toda sua vida morou na fazenda apesar de estudar na pequena cidade de Lichfield, há 30 km de lá, no interior da Inglaterra. Junto com ela morava sua avó, que por ser velhinha apenas cuidava da casa. Sua mae morreu há muitos anos, ainda durante o parto como contava seu pai. Ele, um homem muito cuidadoso, tratou de criar a filha com o máximo de amor para que esta nunca sentisse tanto a falta da mãe. Como a família não possuía muitos bens, Elise cresceu acostumada a trabalhar na fazenda, cuidar dos animais e ajudar seu pai no que mais preciso fosse, e essa era sua rotina, levantar cedo, ajudar nas tarefas, ir à escola e voltar para terminar aquilo que não havia sido feito.

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