A Sala em si era um espetáculo à parte. Suas colunas, seus ladrinhos, o chão desenhado com capricho (mas pera aí, não tinha um filme de umas naves alienígenas, bem pequenas, que ajudaram um dos personagens a terminar um chão de ladrilho como esse?), a cúpula com seu vitral colorido. Estar ali já era emocionante. Um lugar que fez parte da história, que transporta a gente para outras épocas.
Nós sentamos. Observamos enquanto os instrumentos eram afinados e sincronizados. Batemos palma quando o Maestro entrou, rimos com a sua simpatia, e então começou.
A música entrava em nossos poros! O som era cristalino, carregado de sentimentos e possuía uma força sem igual. Me arrepiei ao ouvir a melodia triste do violino, que narrava uma história de sofrimento mas que se transformou num canto de felicidade! Me diverti com as feições daqueles que executavam o espetáculo, com a empolgação dos mais novos, com a concentração dos mais experientes. Era como se a música não fosse apenas o som de seus instrumentos, mas suas própias almas, unidas num propósito comum de encantar.
O silêncio respeitoso durante o espetáculo, a criancinha vibrando com o som que a envolvia e as palmas incessantes ao final são provas de um momento inesquecível. Com certeza a mente de cada um que estava presente saiu modificada, maravilhada. Eu, assim como todos os outros. Poucas vezes pude presenciar algo tão bonito, e agora que conheci, quero muitas vezes mais!
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